Aguarde...
DiplomaciaVice presidente dos EUA vem ao Brasil para falar com Dilma
CiênciaMais de 100 escolas de SP disputam Olimpíada de Robóticas
MinistroMensalão não pesou na indicação de Barroso, diz Dilma
AcidenteColisão frontal em rodovia mata 8 pessoas em Jundiaí
Base aliadaDilma admite que relação com PMDB tem "flutuações"
BoatosInvestigação sobre Bolsa Família está em curso, diz Dilma
BenefícioCaixa agora admite mudança no Bolsa Família antes de boato
EntrevistaSara Winter revela por que o Femen não deu certo no Brasil
Servidores em greve distribuem alimentos: um servidor explicou que o objetivo da manifestação foi divulgar o trabalho desenvolvido pelos dois órgãos paralisados
Brasília - Os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidiram manter a greve que já dura mais de dois meses. Na assembleia encerrada na noite de ontem (4), a maior parte dos funcionários do órgão decidiu aguardar uma nova proposta do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que atenda às reivindicações da categoria, mesmo com a sinalização do governo de que não haverá novas negociações.
“O Incra precisa de mais servidores e de mais de orçamento [R$ 4 bilhões neste ano]”, criticou Reginaldo Marcos Aguiar, diretor nacional da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi). Segundo ele, até o final do governo Dilma Rousseff, dos 5,5 mil funcionários na ativa, mais de 2 mil estarão em condições de se aposentar.
“Com o orçamento que temos hoje, não conseguimos fazer várias ações, como assentar famílias e regularizar terras como a de quilombolas. Temos péssimas condições de trabalho, salário ruim e orçamento insuficiente”, acrescentou Aguiar.
Para os servidores de carreiras como perito federal agrário e de reforma e desenvolvimento agrário, a proposta de remuneração apresentada nos dias 26 e 28 de agosto “eram equivocadas e apenas compensavam as perdas inflacionárias dos próximos três anos, não proporcionando qualquer evolução salarial dos profissionais do Incra”, disse Aguiar.
Segundo o diretor, a proposta representaria um acréscimo de cerca de R$ 200 reais ao salário mensal de quase 70% dos servidores.
“Mantemos a greve e estamos com duas ações em andamento. Uma é pela reestruturação das carreiras, com melhorias. A outra ação é para tentar inferir emendas ao Ploa [Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2013]. Neste momento, tem uma equipe nossa em Roraima, conversando com o relator da medida [senador Romero Jucá (PMDB-RR)].”
Em relação à reestruturação das carreiras, os grevistas estão tentando manter diálogos com a equipe do Planejamento. A assessoria do ministério sinalizou que as reuniões para debater a reestruturação de carreiras do serviço público vão ocorrer a partir deste mês.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados