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Reajustes | 20/08/2012 20:00

Servidores criticam proposta salarial, mas adiam greve

Categorias consideraram insuficiente a proposta do governo de conceder aumento total de 15,8% e decidem discutir paralisações futuras

Marcello Casal Jr./ABr

Protesto dos servidores federais em greve prejudica o trânsito na Esplanada dos Ministérios

Protesto dos servidores federais em greve prejudica o trânsito na Esplanada: A PM informou que a contagem oficial da corporação é que 5 mil pessoas marcham pela Esplanada

Brasília - A União das Carreiras de Estado (UCE), que representa 22 categorias de servidores, considerou insuficiente a proposta do governo de conceder aumento total de 15,8 por cento parcelados em três anos e marcou para quinta-feira uma assembleia geral para discutir a possibilidade de realizar greve.

Com isso, algumas carreiras de estado, que haviam ameaçado cruzar os braços em definitivo a partir desta segunda-feira, como as do Banco Central, do Tesouro e da Controladoria-Geral da União, que integram a UCE, adiaram suas paralisações.

O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Sérgio Belsito, afirma que a proposta de cerca de 5 por cento anuais até 2015, totalizando os 15,8 por cento, é insuficiente por não repor perdas inflacionárias.

"Se o pessoal (governo) tem dificuldade, por conta da crise, de repor as perdas em 2013, recupera em 2014. Engessar o movimento por três anos vai dificultar demais", afirmou Belsito, que participa da mesa de negociação da UCE.

O presidente da Unacom-Sindical, Rudinei Marques, que representa os servidores do Tesouro e da CGU, disse que há uma tendência pela rejeição da proposta.

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