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Em entrevista na semana passada, Eduardo Paes reforçou que mantém a posição de retirar os moradores do local para um "condomínio de qualidade" a poucos quilômetros de distância. Disse, porém, que a remoção não vai se iniciar enquanto as novas moradias não estiverem prontas.
Os moradores rejeitam tal proposição. "A prefeitura tenta retirar a gente de lá há 20 anos. Mas continuamos a resistir", disse a artesã Jane do Nascimento Oliveira, de 57 anos, e que mora na favela há 11 anos. "Nosso projeto prevê que a prefeitura regularize as moradias e o comércio (da Vila), que nós vamos pagar os impostos", disse Jane, diretora da associação de moradores.
Outro argumento defendido pelos idealizadores do projeto é o custo. Segundo os números do Comitê Popular da Copa e Olimpíada do Rio de Janeiro, a urbanização da comunidade custaria R$ 13,5 milhões, bem abaixo dos R$ 38 milhões previstos para o reassentamento total da comunidade.
"Eles (a prefeitura) nem sequer nos mostraram o projeto das novas moradias. Não vimos nada", contou Bienenstein, que diz haver interesse comercial na área ocupada pela Vila Autódromo. "Querem construir condomínios de classe média alta e ninguém quer morar ao lado de uma favela", comentou.
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