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Parque Olímpico do Rio: a questão da destruição da Vila, localizada em área nobre da zona oeste da capital fluminense, é o ponto nevrálgico do projeto olímpico carioca
Rio - Representantes dos moradores da comunidade da Vila Autódromo, que fica junto ao local onde será construído o futuro Parque Olímpico dos Jogos Rio 2016, entregaram nesta quinta-feira ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, um projeto urbanístico para a manutenção da favela e que impediria a remoção das 450 famílias que lá moram.
A questão da destruição da Vila, localizada em área nobre da zona oeste da capital fluminense, é o ponto nevrálgico do projeto olímpico carioca. O cronograma atrasado da construção do Parque preocupa o Comitê Olímpico Internacional (COI).
O projeto, batizado Plano Popular da Vila Autódromo, foi desenhado por professores e alunos de arquitetura, sociologia e assistência social das Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e quer o saneamento e uma pequena urbanização da comunidade. Além de prometer solucionar violações ambientais que existem atualmente na região.
Eduardo Paes recebeu 10 dos representantes, mas não se comprometeu com a urbanização da favela. O prefeito, que concorre à reeleição, alegou que este é um momento eleitoral complicado e teme que qualquer medida seja utilizada para fins políticos.
"Essas pessoas moram lá há 40 anos. Não existe incompatibilidade entre o Parque Olímpico e a Vila Autódromo", disse Regina Bienenstein, professora da UFF e uma das coordenadoras do projeto. "Trata-se de uma comunidade pacífica. Não existem motivos sociais, de segurança ou ambientais que justifiquem a remoção", frisou a arquiteta.
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