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Operação pretendia pôr fim à violência relacionada ao tráfico de drogas
Rio de Janeiro - Os moradores da Rocinha, comunidade mais emblemática do Rio de Janeiro, vivem uma transição difícil para conseguir a paz desde que a polícia tomou o controle do bairro das mãos dos traficantes, no final do ano passado.
A Rocinha foi ocupada em 13 de novembro de 2011 por centenas de policiais, com o apoio de blindados e helicópteros do Exército, em uma operação que pretendia pôr fim à violência relacionada ao tráfico de drogas.
No entanto, apesar da entrada de forças de segurança, a comunidade, encravada entre os bairros da Gávea e São Conrado, registrou nove assassinatos nos últimos dois meses, aparentemente devido a vinganças entre facções rivais de narcotraficantes.
Uma das vítimas foi um cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da polícia Militar, assassinado na semana passada quando patrulhava o setor. O suboficial foi o primeiro policial morto em uma comunidade carioca pacificada pelas autoridades.
Por causa do aumento da violência, a polícia anunciou que a Rocinha receberá reforço de até 700 efetivos para consolidar a pacificação. ''Com isso, esperamos em pouco tempo ter mais proximidade com a população'', disse nesta terça-feira o major Edson Santos, coordenador policial da Rocinha.
Vários operadores turísticos oferecem passeios pelo bairro aos estrangeiros, no entanto, nesta semana, a empresa ''Jipe Tour'' suspendeu temporariamente as excursões ''por segurança'', segundo explicou à Agência Efe um responsável da companhia.
Embora muitos aspectos da vida diária da favela tenham melhorado depois da ocupação policial, como a coleta de lixo, asfalto das ruas, serviços de telefonia, restauração e bancários, alguns habitantes dizem estar decepcionados com o resultado da operação.
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