Rio de Janeiro – A capital carioca tem 5.580 pessoas vivendo nas ruas. A maioria, 81%, é homens em idade produtiva, entre 25 e 59 anos, e 1% crianças.

De acordo com a pesquisa divulgada hoje (30) pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, os principais motivos que levam as pessoas às ruas são as drogas, problemas com a família e destruição de um laço de emprego, além daquelas que deixam seus estados atrás de trabalho, não conseguem e acabam na rua.

O levantamento identificou 540 locais na cidade onde essas pessoas vivem. A maior concentração, 40%, está no centro do Rio e nos bairros da zona sul.

O restante, 60%, está distribuído por outras regiões da cidade. O bairro de Bonsucesso, na zona norte, aparece com um grande número de pessoas em situação de rua, fato, segundo o secretário Adilson Pires, associado à presença de uma cracolândia no local.

O secretário disse ser a primeira vez que uma pesquisa com essa abrangência, com a abordagem individual dos moradores de rua, é feita.

"Não fizemos espeta pesquisa apenas para saber quantas pessoas estão morando nas ruas. O número total não é o mais importante. O mais importante é nós conhecermos as pessoas que estão na rua de forma individualizada e traçar um perfil. A meta da pesquisa é a gente ter política pública mais eficaz, mais correta, mais humanizada e que permita refazer a vida dessas pessoas", declarou.

“O questionário foi muito detalhado e, a partir daí, a prefeitura está reordenando algumas das nossas políticas de abrigamento. O modelo de abrigo que nós imaginamos é que a pessoa tem que ficar o menor tempo possível", acrescentou.

A prefeitura prometeu construir dois locais, chamados de Centro Pop, onde o morador de rua poderá, entre outras coisas, comer e tomar banho.

Além disso, serão construídos dois hotéis na região central da cidade para abrigar pessoas que moram longe e não têm dinheiro para voltar para casa.

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