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São Paulo – Os munícipios de São Paulo e Rio de Janeiro, os mais populosos do Brasil, aparecem na 36ª e 42ª posição, respectivamente, entre as cidades mais agradáveis para se viver do mundo no último ranking elaborado pela Economist Intelligence Unit (EIU).
A colocação é bem inferior ao desempenho das duas metrópoles quando o que está em questão é o custo de vida. Aí, São Paulo e Rio estão coladas nas 12ª e 13ª colocações, respectivamente.
A diferença pode não parecer tão gritante, mas analisando a dimensão das pesquisas, nota-se que o abismo entre que se cobra e que se entrega é grande. A recente compilação da Economist analisou os dados de apenas 70 cidades ao redor do globo. Ou seja, as brasileiras estão, portanto, na segunda metade entre os locais esmiuçados, mais próximos de Nova Déli (46ª) e Bangkok (49ª) do que Washington (14ª) e SIngapura (22ª), por exemplo.
Já no preço, a última relação divulgada pela Mercer destrinchou os custos de 214 cidades e, aí, o Brasil aparece, privilegiadamente, como parte não só da primeira metade, mas das primeiras 15 colocações.
Definir o lugar que fornece as melhores condições de vida é um tema delicado em termos estatísticos e causador de debates calorosos. Este ano, a Economist Intelligence Unit estabeleceu novos critérios e, em primeiro lugar, ganhou a cidade de Hong Kong. O relatório está disponível no site da EIU.
Além dos fatores básicos sempre avaliados - saúde, educação e infrastrutura, entre outros - este ano a pesquisa adicionou critérios como espaço verde, poluição, isolamento, conectividade, tamanho (quanto mais compacta, melhor) e proximidade a patrimônios culturais (cujo critério foram aqueles assim declarados pela Unesco). O Rio se saiu bem no último quesito, com nota próximo a máxima, e São Paulo teve suas melhores notas, embora menos destacadas, em isolamento e conectividade.
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