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São Paulo - O que Tóquio, a capital do Japão, Berlim, a vibrante metrópole alemã, e Dubai, a estrela do Oriente encravada nos Emirados Árabes, têm em comum?
A resposta: as três cidades são verdadeiros museus a céu aberto da melhor arquitetura que se produz hoje. Elas se beneficiaram de uma fase grandiosa e globalizada da arte das pranchetas, em que os grandes nomes da área criam obras marcantes para as principais cidades do mundo.
No Brasil, a pergunta que está no ar neste momento é: as metrópoles brasileiras irão entrar nessa fase? Há indícios disso. O francês Christian de Portzamparc, o português Álvaro Siza e a dupla suíça Herzog & de Meuron, todos vencedores do Prêmio Pritzker, espécie de Nobel da arquitetura, são alguns dos profissionais já envolvidos em trabalhos por aqui.
A maior parte das obras ainda em projeto se concentra no Rio de Janeiro, capital que deve receber nos próximos anos uma criação do escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro – cujos fundadores, Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, foram listados na revista americana Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo em 2009.
Também está previsto para a metrópole fluminense um museu desenhado pelo espanhol Santiago Calatrava, conhecido por ter mudado a face de sua cidade natal, Valência. Seria assim o Rio de Janeiro o próximo candidato a museu a céu aberto – combinando o talento desses mestres com sua insuperável paisagem entre as montanhas e o mar?
Para responder a essa questão, é necessário examinar os casos das cidades listadas na abertura desta reportagem. Elas têm coisas em comum. Todas careciam de referenciais urbanos de peso – Tóquio por causa do terremoto e dos bombardeios que sofreu na primeira metade do século 20, Berlim por causa da destruição causada na época da Segunda Guerra Mundial e pelo apagão arquitetônico durante o comunismo, e Dubai por ser uma cidade nova.
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