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Desfile no Rio de Janeiro: três escolas prejudicadas
Rio de Janeiro - As escolas de samba que compõem o carnaval do Rio de Janeiro foram surpreendidas nesta segunda-feira por um incêndio na Cidade do Samba, que destruiu carros alegóricos e fantasias da Grande Rio, Portela e União da Ilha.
Com lágrimas nos olhos, os integrantes da escola Grande Rio mostravam desespero após constatar que o incêndio que atingiu parte da Cidade do Samba destruiu 3,3 mil fantasias e oito carros alegóricos que criaram para o desfile que será realizado em março no Sambódromo.
"Nem deu tempo de recolher o material que estava no interior do barracão", disse à Agência Efe Mauro Ferreira, aderecista da Grande Rio, a escola que sofreu os maiores prejuízos com o incêndio.
Ferreira relatou que na noite de domingo dormiu no local para adiantar os trabalhos em carros alegóricos e fantasias e declarou que, na manhã desta segunda-feira, acordou com o forte cheiro de fumaça nas instalações.
Apesar da destruição causada pelo incêndio, que não provocou vítimas e cujas causas ainda são desconhecidas, as autoridades informaram que as escolas afetadas manterão seus desfiles.
A Cidade do Samba é um complexo inaugurado em 2005 que reúne os barracões onde as escolas preparam os carros alegóricos e as fantasias para o carnaval do Rio de Janeiro.
As paredes do barracão ficaram negras após a extinção do fogo, enquanto em seu interior se reuniram curiosos e membros das escolas que se tentavam recuperar parte do material que ficou intacto.
O prefeito da Cidade do Samba, Aílton Guimarães Jorge Júnior, disse a jornalistas que o fogo se espalhou rapidamente de um barracão para outro pela grande quantidade de materiais inflamáveis, e calculou os prejuízos em R$ 8 milhões.
Ele também afirmou que o fogo afetou os barracões da União da Ilha, onde se originou o incêndio, e da Portela.
A Grande Rio perdeu tudo que costureiras e artesãos elaboraram nos últimos meses.
"O carnaval (deste ano) será muito difícil porque três das escolas estão em condições muito complicadas e demorarão tempo para reparar as perdas", acrescentou o prefeito da Cidade do Samba, quem ressaltou que nos 26 dias que faltam para os desfiles será impossível reconstruir tudo.
Com a missão de extinguir o fogo e a esperança de recuperar parte do material, 120 bombeiros, apoiados por 36 veículos, trabalharam durante toda a manhã desta segunda-feira.
"O fogo está extinto, mas é uma área com grande quantidade de material inflamável, como o plástico, a resina e o poliestireno, e a preocupação é não deixar nenhum foco para evitar que se reative", disse o chefe dos bombeiros Luís Guilherme Ferreira dos Santos.
Ele também declarou que engenheiros e peritos consideram que existe risco de queda nos galpões atingidos pelo fogo, já que tiveram sua estrutura danificada.
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