São Paulo — Quase 16 mil homens e mulheres moram nas ruas de São Paulo. Há 15 anos, o número de pessoas nessa situação não passava dos 9 mil - um aumento de pouco mais 80% no período. 

Em geral, são pessoas que saíram de suas casas pela falta de um trabalho, brigas com a família, vícios ou desastres naturais.

Pouco mais da metade delas frequenta albergues da capital paulista. O restante passa as noites nas ruas. Elas são, em sua grande maioria, homens e estão na faixa dos 30 aos 40 anos. 

Cinco em cada dez moradores de rua pernoitam na região da Sé, no Centro. Outros distritos que mais tem gente nessas condições são Mooca, Lapa e Santana. 

Os números fazem parte de um censo feito pela Fipe/USP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e divulgado recentemente. 

O documento, encomendado pela Prefeitura de São Paulo, serve de base para a criação de políticas públicas e mostra um pouco do perfil de quem está em situação de rua. 

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