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PT | 15/11/2013 22:01

Prisão de condenados do mensalão é sem precedentes

Pela primeira, o país vez vê atrás das grades importantes líderes políticos condenados por corrupção

Reuters

José Dirceu se entrega à Polícia Federal em São Paulo

José Dirceu se entrega à Polícia Federal:

São Paulo - A prisão dos condenados no julgamento do mensalão nesta sexta-feira marca um fato sem precedentes na história política do Brasil, que pela primeira vez vê atrás das grades importantes líderes políticos condenados por corrupção, depois da expedição pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa do mandado de prisão para 12 dos 16 condenados para quem não cabe mais recurso em pelo menos uma das condenações.

No total, dos 38 investigados pelo mensalão, entre políticos e empresários, 25 foram condenados e deles nove têm recursos de apelação pendentes.

A ordem de prisão para uma parte dos condenados era esperada para a semana que vem, já que hoje é feriado nacional de Proclamação da República e o STF encerrou ontem as sessões do dia sem analisar a execução das sentenças.

Sem consultar o resto de magistrados, como é permitido pelo exercício do cargo de presidente do Tribunal, Barbosa determinou a prisão durante o feriado dos condenados.

A Polícia Federal (PF) foi acionada para executar as ordens de captura e o primeiro a se entregar na superintendência da PF em São Paulo foi José Genoino, na época do escândalo presidente do PT. Em seu blog, antes de se apresentar, Genoíno se declarou 'preso político' e reiterou que é 'inocente' e que 'não existem provas' contra ele.

Genoíno foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha, mas poderá cumprir a pena em regime semi-aberto, que permite sair durante o dia para trabalhar e retornar na noite à prisão para dormir.

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