Rio - Policiais federais de todo o Brasil fazem uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira, 31, pela definição de um plano de carreira e aumento de salários. O atendimento à população continua sendo prestado normalmente.

Com a campanha "A bruxa está solta na PF", em referência ao "Dia das Bruxas", neste 31 de outubro, a categoria pede a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51 que, entre outras atribuições, reestrutura o modelo de segurança pública do país.

No Rio de Janeiro, cerca de 200 agentes aderiram à paralisação. Por volta do meio-dia, aproximadamente 100 policiais vestidos com chapéu de bruxa estavam concentrados em frente à sede da PF, na Praça Mauá, centro da cidade.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, André Vaz de Mello, afirmou que a categoria mantinha negociações com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Negociamos melhores condições de trabalho há quatro anos. Hoje, temos o menor índice de reajuste salarial e um dos menores salários entre os servidores federais do Executivo."

A categoria reivindica também a definição da lei de atribuições dos cargos e o aumento do efetivo, que atualmente é de cerca de 12 mil policiais. "Nosso efetivo é menor do que o da Polícia Civil do Estado Rio de Janeiro, que tem 16 mil agentes", disse Mello.

Os grevistas pedem ainda mais amparo psicológico, para que haja redução dos índices de suicídios (média de três a quatro por ano). O presidente do sindicato relatou também que, desde que o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daelo, assumiu o cargo, em 2011, os suicídios chegam a 12 por ano.

No próximo dia 5, os policiais do Rio farão uma passeata da Praça Mauá até a Cinelândia, no centro.

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