Rio de Janeiro - Entrevistadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão nas ruas de todo o país com o objetivo de coletar informações para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

Além de dados sobre emprego, rendimento, educação e habitação, a pesquisa terá como novidade perguntas sobre o uso de internet por aparelhos móveis, a recepção de TV digital e o acesso a canais por assinatura.

A finalidade é ajudar o governo federal na condução da implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital e na melhoria do Programa Nacional de Banda Larga.

No caso do sistema de TV digital, a previsão do governo é desligar os sinais analógicos de televisão entre 2015 e 2018, sem que isso prejudique a população. Por isso, segundo o assessor do Ministério das Comunicações Danilo Bertazzi, é preciso saber quantas pessoas ainda não têm televisão com recepção de sinal digital, quem são elas e onde estão.

Os resultados da pesquisa indicarão ao governo se será possível manter o cronograma como previsto ou se serão necessárias mudanças ou políticas específicas.

“As opoções estão sendo estudadas. Com base nas informações da Pnad, vamos tomar as decisões, seja para subsidiar o acesso ao dispositivo [aparelho com recepção digital] ou ao conversor, seja para alterar o cronograma”, explicou Bertazzi.

Em relação ao uso da internet, será a primeira vez que o IBGE avaliará o acesso à rede mundial por meio de celulares e outros dispositivos móveis.

A Pnad, por exemplo, só avalia se o domicílio tem acesso à internet por meio de computadores. Segundo Bertazzi, acredita-se que 80% dos acessos à internet no país sejam feitos por dispositivos móveis, mas não se sabe quem são essas pessoas nem onde estão.

Como ocorreu em 2004 e 2009, a pesquisa deste ano também trará um questionário sobre segurança alimentar, em que serão perguntados, por exemplo, se a pessoa se preocupa em ficar sem dinheiro para comprar comida ou se alguém de sua casa passou fome nos últimos três meses.

A coleta da Pnad 2013 começou há duas semanas no Rio de Janeiro. Na semana passada, os entrevistadores foram às ruas em mais dez estados. Hoje, a coleta se inicia nas outras 17 unidades da Federação. O processo de recolhimento das informações vai durar três meses. A divulgação dos resultados está prevista para setembro de 2014.

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