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Índios | 13/07/2012 21:05

PF desmonta garimpo ilegal em reserva Yanomami

A operação prendeu 26 pessoas acusadas de integrar os grupos criminosos

Wikimedia Commons

Índios Yanomami

Índios Yanomami: A Reserva, criada em 1992 e uma das maiores do Brasil, com 96.650 quilômetros quadrados de extensão, abriga cerca de 20 mil índios

Rio de Janeiro - A Polícia Federal desarticulou nesta sexta-feira cinco organizações que extraíam ouro ilegalmente da reserva dos índios Yanomami, em Roraima, na fronteira com a Venezuela, e que utilizavam onze aviões para transportar o produto e os garimpeiros.

A operação prendeu 26 pessoas acusadas de integrar os grupos criminosos, entre os quais seis proprietários de balsas e motores utilizados na extração do ouro, assim como oito pilotos e um mecânico de aeronaves.

Foram autuadas três empresas em Boa Vista (Roraima) que recebiam o ouro e as pedras preciosas retiradas da reserva, e apreendidos doze veículos 4x4.

A Reserva Yanomami, criada em 1992 e uma das maiores do Brasil, com 96.650 quilômetros quadrados de extensão, abriga cerca de 20 mil índios que ainda vivem em relativo isolamento e sobrevive da caça e da agricultura.

'As investigações, que se prolongaram por cerca de um ano, permitiram identificar cinco grupos criminosos que atuavam para manter o garimpo ilegal e que eram integrados por pilotos, empresários do ramo da joalheria e proprietários de balsas', segundo um comunicado da Polícia Federal.

De acordo com os responsáveis pela Operação Xawara, as organizações utilizavam onze aviões para transportar os garimpeiros, máquinas, alimentos, munição e mercúrio até a reserva indígena e para recolher o ouro extraído do local.

A pedido da Polícia Federal, um juiz suspendeu a autorização de voo dos oito pilotos detidos.

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