São Paulo – O secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, atribuiu  hoje um papel importante a Campinas como hub aeroportuário, em evento organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

"Ficamos um quarto de século tentando pagar a dívida externa e combater a inflação. Não é à toa que a infraestrutura está cheia de gargalos”, disse. Ele é otimista, mas veemente: “Tem custo? Tem. Dá para fazer? Dá. Mas precisamos de planejamento”.

Mas quais exatamente são os principais problemas de infraestrutura? Segundo o secretário, faltam completar obras e integrar melhor os exportadores aos portos. As rodovias também são problemáticas: “Hoje nós temos caminhões do século 21 andando em rodovias do século 20. Não dá. Você passa por rodovias com placas ‘cuidado com buraco’. Tem que tirar a placa e tapar o buraco, não deixar aquilo ali”, critica.

Aeroportos e portos, que devem ter planos dedicados a eles divulgados no início de setembro, são um capítulo à parte: “Esses lugares são postos de passagem, não dá para ficar parado lá. E tem que ter investimento para funcionar como um relógio”, explica Perrupato.

“Hoje já temos três aeroportos com concessão, mas acredito que o próximo plano de Dilma não vá ser igual ao outro. Deve ter mais limitações para as empresas que entrarem no leilão, já que ela quer grandes operadoras”, afirma.

“Eu acho que o hub aeroportuário vai ser em Campinas. Teremos o trem de alta velocidade ligando a cidade a São Paulo e Rio, linhas também vão sair de Minas Gerais até Campinas e a região tem espaço para grandes obras”,  diz.

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