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Corrupção | 05/09/2012 13:29

Operação prende prefeito de Guapimirim, no Rio de Janeiro

O grupo é do prefeito é acusado de integrar uma organização criminosa que desviava mais de R$ 1 milhão por mês de recursos da prefeitura

Giuseppe Cacace/AFP

Prisão

Prisão: os sete meses de investigações da operação, batizada de Os Intocáveis, resultaram em sete mandados de prisão e 45 de busca e apreensão

Rio de Janeiro – Uma operação conjunta entre a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) e o Serviço de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro iniciada na manhã de hoje (5) em Guapimirim, na Baixada Fluminense, prendeu o prefeito da cidade, Renato Costa Melo Júnior, a candidata à prefeitura do município, Ismeralda Rangel Garcia, e dois integrantes do governo local. O grupo é acusado de integrar uma organização criminosa que desviava, por meio de licitações fraudulentas, mais de R$ 1 milhão por mês de recursos da prefeitura.

O prefeito de Guapimirim, conhecido como Júnior do Posto, foi preso em sua casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense. Segundo a polícia, ainda estão foragidos o presidente da Câmara, Marcelo Prado Emerick, o Marcelo do Queijo, Ivan Azevedo Valentino, o Ivan Gazetão e Ronaldo Coelho Amorim. Os dois últimos desempenhavam, segundo as investigações, a função de “laranja” no esquema.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa que atuava na prefeitura de Guapimirim chegou a oferecer R$ 800 mil para que os policiais da Draco deixassem as investigações. Os agentes simularam o recebimento do dinheiro para conseguir mais provas. Ainda segundo a polícia, todo o dinheiro, que foi entregue em notas de R$ 50 e R$ 100, foi depositado em uma conta bancária à disposição da Justiça.

Os sete meses de investigações da operação, batizada de Os Intocáveis, resultaram em sete mandados de prisão e 45 de busca e apreensão. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou 16 pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção ativa, coação no curso do processo e peculato, que podem somar 24 anos de prisão, caso os envolvidos sejam condenados.

Os documentos, computadores e notas fiscais apreendidos na prefeitura de Guapimirim foram levados para a Academia de Polícia Civil. No início da tarde, promotores do Ministério Público do estado e os responsáveis pela ação vão detalhar a operação em entrevista coletiva na sede do Ministério Público, no centro do Rio.

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