Aguarde...
SociedadeBairro com maioria evangélica abrigará Jornada da Juventude
ProtestoHaddad disse que ataques foram atrocidade contra o município
ManifestaçãoPolícia reprime protesto antes de jogo da seleção brasileira
TransporteSenado discute desoneração tributária para redução de tarifa
ConfrontoCom 30 mil, protesto no Castelão tem dezenas de feridos
ManifestaçãoComitê Popular da Copa critica criminalização de protestos
SenadoCCJ aprova Lei Geral dos Concursos
ApoioNeymar posta texto apoiando protestos e cobra governantes
Taboão da SerraExtinto incêndio em indústria química paulista
Seminário Interseccionalidade de Gênero, Raça e Etnia promovido pela ONU: Para coordenador, a discriminação de gênero e raça no Brasil "é inimiga do próprio progresso do país"
Brasília – O coordenador residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, avaliou hoje (16) que o país obteve conquistas importantes no enfrentamento à pobreza, mas precisa combater as desigualdades raciais e de gênero para continuar avançando.
Segundo Chediek, o Brasil "fez um novo milagre no século 21 ao elevar à classe média 40 milhões de pessoas e fazer ainda grande redução da pobreza, com a melhora dos indicadores globais de políticas sociais".
Mas, segundo o coordenador, esses avanços “ainda ocultam grandes problemas relacionados ao secular padrão de discriminação de gênero, raça e etnia que existem no Brasil e que não podem ser solucionados só por ação ministerial ou de governo, mas que requerem mudança cultural com a participação ativa da sociedade". Para ele, a discriminação de gênero e raça no Brasil "é inimiga do próprio progresso do país, por isso tem que ser combatida".
O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) participou hoje, em Brasília, da abertura do seminário Interseccionalidade de Gênero, Raça e Etnia: o Trabalho Conjunto na Elaboração e Implementação de Políticas Públicas. Até amanha (17), serão discutidas no evento questões relacionadas ao Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, que vem sendo desenvolvido no Brasil com apoio de programas da ONU.
O seminário vai debater inovações, potencialidades e desafios em políticas públicas promovidas em conjunto pelas agências da ONU, pelo governo federal e pela sociedade civil, no âmbito do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia
Para a representante da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Sônia Malheiros "não há como chegar à igualdade sem enfrentar as diferenças do gênero e raciais. Ela alerta que "não adianta [ter] só intenções, mas é preciso também [ter] recursos para que as políticas públicas necessárias para o estabelecimento da igualdade sejam implementadas".
O representante da Secretaria de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiz Barcelos, destacou que as iniciativas dos programas nessa área trazem grande aprendizado e contribuem para afinar o trabalho dos setores envolvidos, o que considera "fundamental para o sucesso das metas do Plano Plurianual de Investimentos [PPA], programado para 2012-2015, de forma a afetar positivamente a vida das pessoas".
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados