São Paulo – Em entrevista à agência de notícias Associated Press (AP), o diretor médico do Comitê Olímpico Internacional (COI), Richard Budgett, afirmou que não existe a menor possibilidade de cancelar os Jogos por conta do surto de zika. “Tudo o que pode ser feito está sendo feito”, disse o diretor à AP.

Budgett afirmou que não existem advertências de saúde que impeçam a viagem ao Brasil, com exceção às mulheres grávidas. 

“O COI não é autocomplacente. Nós levamos isso muito a sério”, destaca. “A nossa prioridade é proteger a saúde dos atletas”. E, segundo ele, dois especialistas em doenças infecciosas serão contratados para orientar os esportistas -  que estão preocupados com o vírus. 

Ainda assim, de acordo com o diretor médico, a incidência da zika deve diminuir durante os Jogos Olímpicos já que o Brasil estará em período de inverno, quando as temperaturas são mais frias e o tempo é seco. "Podemos garantir que as autoridades brasileiras estão atuando com extrema seriedade", diz. 

No início dessa semana, o ministro do Esporte, George Hilton, afirmou que a zika não é um problema oIímpico, mas sim "um problema de saúde pública no mundo inteiro", diz. 

A posição do Ministério da Saúde reitera a declaração do ministro. "Estados e municípios estão fazendo tudo para proteger a população brasileira e todas as pessoas que virão para a Olimpíada, incluindo visitantes e atletas", afirmou para a Reuters a assessoria do ministro da Saúde, Marcelo Castro. 

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