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São Paulo – Como o encerramento das Olimpíadas de Londres deixou claro, a bandeira Olímpica está agora com o Brasil. Os olhos se voltam para o Rio de Janeiro, que terá que provar estar à altura da fiscalização mundial nas áreas de transportes, instalações esportivas e – muitos gostariam de frisar especialmente esta parte – segurança.
Será preciso manter em um clima geral de tranquilidade as delegações olímpicas, os turistas e os moradores, assim como fez Londres, apesar das previsões em contrário. Os prognósticos oficiais e não oficiais são bons. “Essa expertise de organização de segurança para grandes eventos o Rio já tem”, afirma a associada do Fórum de Segurança Pública e ex-coordenadora de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Jacqueline Muniz.
Como exemplo, ela cita a Rio 92, a Rio+20, o famoso carnaval e os sempre lotados réveillons, quando milhões de pessoas se aglutinam na praia. “O desafio é fazer o dia a dia da segurança hoje para que até lá (2016) tudo isso esteja consolidado”, opina Jacqueline, também professora da Universidade Cândido Mendes (UCAM).
O Rio precisará provar que os gastos não ficarão restritos ao evento esportivo, como nos Jogos Pan-americanos, em 2007, quando as promessas eram de que seriam criados novos paradigmas de segurança para os cidadãos do Rio, mas tudo pareceu ficar igual.
Mais PMs
Aumentar o efetivo policial é uma das maneiras dos jogos trazerem melhorias para a população. É o que o Rio está fazendo. Só será preciso tomar cuidado com o ritmo que isso vem sendo feito, na avaliação do Coronel José Vicente da Silva Filho, consultor em segurança pública.
Uma das promessas do governador Sérgio Cabral era de elevar o efetivo da Polícia Militar dos atuais 39 mil para 60 mil até o início dos torneios. O cumprimento da promessa corre a passos largos e hoje cerca de 500 policiais militares chegam às ruas do estado mensalmente, a maioria absorvidos pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
“O Rio não tem condição de formar esse contingente com qualidade. Vai ser policial mal formado e que pode dar trabalho”, acredita o Coronel, que teve boa parte dos 30 anos de carreira militar na polícia paulista na área de treinamento. “Isto vai reduzir substancialmente a qualidade dos policiais formados”, afirma.
Representantes da PM carioca já disseram que a rápida fomação "não é o ideal, mas é preciso".
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