Sem milhões para gastar, mas muita disciplina

São Paulo – Está certo quem diz que alunos que vêm de famílias com baixo poder aquisitivo e menor histórico educacional, em regiões pobres, têm, em geral, desempenho inferior em avaliações quando comparados a estudantes de regiões mais desenvolvidas. A correlação aparece em estudos nacionais e internacionais.

Mas tal constatação não é, de maneira nenhuma, um atestado de que estes alunos não podem, quando estimulados da maneira correta, aprender tanto ou mais que qualquer outro. As escolas desta lista são a prova disso.

A Fundação Lemann e o Itaú BBA resolveram ir a campo e investigaram a fundo seis centros de ensino - em um universo de 215 escolas - que conseguiram tirar dos alunos hoje desempenho esperado das demais crianças do 5º ano somente em 2022.

A meta do Ministério da Educação é que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil chegue a 6 no período de 10 anos, o que seria, segundo o MEC, comparável aos países desenvolvidos.

Hoje, a média do país é 5. Estas unidades de ensino, no entanto, ficam acima de 7.

Clique nas fotos para conferir algumas das medidas de sucesso adotadas por estas seis escolas públicas que conseguiram fazer a educação cumprir seu principal objetivo: dar oportunidade a todos.

A descrição das medidas foi retirada, com adaptações, do relatório Excelência com Equidade. Veja também a porcentagem de alunos do 5º ano do ensino fundamental que aprenderam o que é considerado adequado para a própria idade em Português e Matemática.

Tópicos: Educação no Brasil, Ensino público, Escolas