São Paulo - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou no horário eleitoral da noite desta segunda-feira uma das apostas de sua campanha: o Arco do Futuro. Para o petista, o projeto urbanístico mudará a lógica de desenvolvimento e funcionamento da cidade, uma vez que as empresas receberão incentivo fiscal para se deslocar do centro para as regiões periféricas ao longo do arco que é formado pelas avenidas Cupecê, Jacu-Pêssego e as marginais Pinheiros e Tietê. Já o tucano José Serra reafirmou que, se eleito, vai cumprir os quatro anos de mandato e trabalhar em conjunto com o governador Geraldo Alckmin.

Haddad, que ocupou boa parte do programa explicando o conceito do Arco do Futuro, disse que a cidade é hoje desequilibrada do ponto de vista urbanístico e "excessivamente centralizadora". "Não houve quem pensasse numa grande solução para alterar esse desequilíbrio", criticou.

O programa petista mostrou depoimentos de moradores "que foram empurrados para viver cada vez mais longe" do trabalho e do candidato defendendo a "redistribuição da riqueza" na capital paulista. "Solução existe, mas tem que pensar novo", afirmou Haddad. "Não é um sonho apenas que o Haddad apresenta, é uma forma concreta de fazê-lo acontecer", reforçou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal cabo eleitoral. Além de buscar a aproximação entre emprego e moradia, Haddad mostrou as obras viárias que pretende realizar, se eleito, e disse que manterá os investimentos na expansão da rede metroviária.

José Serra abriu seu programa repetindo o discurso apresentado no horário eleitoral desta tarde: de que, se eleito, vai cumprir o "mandato inteiro". Centrando fogo na gestão de Marta Suplicy na Prefeitura (2001-2004), Serra voltou a dizer que deixou a Prefeitura de São Paulo em 2006 para concorrer ao governo do Estado para evitar que o PT ganhasse a disputa. "O Estado estava ameaçado de cair nas mãos do PT", ressaltou.

O programa tucano destacou também a "sintonia" entre Serra e o governador Geraldo Alckmin nos projetos de interesse da cidade e lembrou que a parceria com o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), "rendeu grandes frutos" para São Paulo. "Com Serra e Kassab, os cursos profissionalizantes chegaram aos CEUs (Centros Educacionais Unificados)", exemplificou o narrador.

O candidato do PPL, Miguel Manso, aproveitou seu programa para criticar o atual sistema educacional, onde escolas públicas se tornaram, segundo ele, "depósitos de alunos". O pedetista Paulo Pereira da Silva reprisou seu primeiro programa, que mostrou sua biografia e seu trabalho como deputado federal. Gabriel Chalita (PMDB), Celso Russomanno (PRB), Carlos Giannazi (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Soninha Francine (PPS), Ana Luiza Figueiredo (PSTU), José Maria Eymael (PSDC) e Anai Caproni (PCO) repetiram os programas exibidos à tarde.

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