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Agricultores familiares acampam no Ministério do Desenvolvimento Agrário durante Jornada de Luta em Defesa da Agricultura Camponesa e do Meio Ambiente
Brasília - Os movimentos sociais que atuam nas áreas rurais do Brasil em defesa de camponeses, índios, pescadores e descendentes de escravos anunciaram nesta segunda-feira que unificarão suas reivindicações para ter mais força em suas manifestações e em possíveis negociações com o governo.
A união das forças sociais rurais foi anunciada em entrevista coletiva de dirigentes de várias organizações que aconteceu hoje em Brasília no 1º Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, que irá até quarta.
Segundo os líderes sociais, a intenção do encontro é estabelecer um programa único de ações destinado ao desenvolvimento rural e que sirva como alternativa ao modelo defendido pelo governo, que seria o da monocultura em grandes propriedades para a exportação.
Os elementos-chave no modelo que negociam os movimentos sociais são a reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar, a demarcação das reservas indígenas e de terras dos descendentes de escravos, explicaram os dirigentes.
Participam do encontro em Brasília cerca de 5 mil representantes de grupos como o MST, a Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Via Campesina, o Movimento de Pequenos Agricultores, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e o Conselho Indigenista Missionário.
O representante da Via Campesina no Brasil, João Pedro Stédile, que durante muitos anos foi o principal líder do MST, afirmou que o Brasil precisa urgentemente reorganizar seu modelo de produção rural e deixar de incentivar os latifúndios destinados à produção de matérias-primas de elevada demanda no exterior como soja, milho, carnes, açúcar e etanol, entre outras.
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