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Novos trens | 16/07/2012 21:32

Metrô do Rio reforma túneis e estações

A concessionária afirma que são apenas ajustes para "adequação a padrões internacionais"

Wikimedia Commons

Metrô do Rio de Janeiro

Metrô do Rio de Janeiro: com um investimento de R$ 320 milhões, o MetrôRio promete colocar em operação, até março de 2013, 19 novos trens

Rio de Janeiro - A concessionária MetrôRio está realizando obras em túneis e estações por conta do iminente início de operação dos 19 novos trens comprados na China. Sindicalistas e especialistas em transportes dizem que as adaptações são necessárias para evitar que as novas composições, mais leves que as atuais, sofram colisões laterais. A concessionária afirma que são apenas ajustes para "adequação a padrões internacionais".

No centro da discussão está o novo modelo do trem, diferente do que vem sendo até então utilizado nos metrôs do Rio e de São Paulo. Enquanto as composições atualmente em uso são formadas por vagões independentes que possuem tração em todos os eixos, o que permite total aderência aos trilhos, os novos trens chineses são espécies de "trens-reboque", com alguns vagões motorizados e outros que operam a reboque, sem tração. Nesse caso, por serem mais leves, eles têm aderência menor e a tendência é possuírem movimento lateral maior.

"É mais ou menos como um carro de tração 4X4: tem dois eixos que funcionam como peso, chamado peso aderente. Isso faz com que ele possa sair de situações mais adversas e pode usar toda a potência do motor", explica o professor de engenharia de transportes da Coppe (pós-graduação de engenharia da Ufrj) Hostílio Ratton Neto. "Quando você só tem dois eixos, você não pode usar toda a potência do carro porque o peso aderente é bem menor. É o que talvez seja o problema desse sistema", avalia.

De acordo com Fernando MacDowell, especialista em engenharia de transportes, professor da Escola Politécnica da Ufrj e ex- diretor de Planejamento do Metrô (1975/1979), a concessionária não teria levado em consideração o gabarito aerodinâmico dos novos trens, o que poderia acarretar em descarrilamentos, colisões em estruturas de concreto e outros acidentes. "Quanto maior a velocidade, mais o trem chacoalha, e se o tamanho do túnel for muito estreito, esses chacoalhões podem ocasionar colisões".

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