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Rio de Janeiro - Ativistas da ONG Rio de Paz protestaram em um cemitério, nesta segunda-feira, contra a violência nas favelas do Rio de Janeiro, e para pedir o fim das vítimas de balas perdidas dos tiroteios entre traficantes e policiais.
O protesto aconteceu no cemitério do Caju (zona norte), o maior do Rio, onde neste fim de semana foi enterrado o corpo de uma menina de 10 anos morta por uma bala perdida.
Bruna da Silva Ribeiro foi atingida na barriga por uma bala durante um tiroteio na sexta-feira passada entre agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e traficantes de droga na favela Quitandinha (zona norte).
A resposta imediata dos moradores da comunidade, onde a jovem estudante vivia com sua família, foi queimar um ônibus e fazer barricadas para bloquear as ruas como protesto.
Doze membros da associação Rio de Paz, que luta pelo respeito aos Direitos Humanos, foram nesta segunda-feira até o túmulo da menina onde posaram para as câmaras com mordaças negras na boca e mãos atadas.
Os ativistas também levavam cartazes que diziam: ''Preservar a vida dos moradores das comunidades pobres é mais importante que a prisão dos bandidos'' e ''Quem está disposto a pagar com o sangue de seu filho o custo da pacificação?''.
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