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Protestos | 30/07/2012 18:43

Manifestação em cemitério pede fim da violência no Rio de Janeiro

O protesto aconteceu no cemitério do Caju (zona norte), o maior do Rio, onde neste fim de semana foi enterrado o corpo de uma menina de 10 anos morta por uma bala perdida

Vladimir Platonow/Abr

Favela do Mandela, na zona norte do Rio, é uma das mais pobres da cidade, com esgoto correndo em meio às casas

Favela do Mandela, na zona norte do Rio, é uma das mais pobres da cidade: Mensagens faziam referência à política de segurança que as autoridades praticam desde 2008

Rio de Janeiro - Ativistas da ONG Rio de Paz protestaram em um cemitério, nesta segunda-feira, contra a violência nas favelas do Rio de Janeiro, e para pedir o fim das vítimas de balas perdidas dos tiroteios entre traficantes e policiais.

O protesto aconteceu no cemitério do Caju (zona norte), o maior do Rio, onde neste fim de semana foi enterrado o corpo de uma menina de 10 anos morta por uma bala perdida.

Bruna da Silva Ribeiro foi atingida na barriga por uma bala durante um tiroteio na sexta-feira passada entre agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e traficantes de droga na favela Quitandinha (zona norte).

A resposta imediata dos moradores da comunidade, onde a jovem estudante vivia com sua família, foi queimar um ônibus e fazer barricadas para bloquear as ruas como protesto.

Doze membros da associação Rio de Paz, que luta pelo respeito aos Direitos Humanos, foram nesta segunda-feira até o túmulo da menina onde posaram para as câmaras com mordaças negras na boca e mãos atadas.

Os ativistas também levavam cartazes que diziam: ''Preservar a vida dos moradores das comunidades pobres é mais importante que a prisão dos bandidos'' e ''Quem está disposto a pagar com o sangue de seu filho o custo da pacificação?''.

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