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Negociações | 10/08/2012 16:40

Greve: ministro diz que governo estuda proposta a servidores

O ministro disse que algumas categorias receberam, ao longo dos últimos anos, reajustes salariais acima da inflação, mas outras, não

Fernando César Oliveira, da

Marcello Casal Jr/ABr

Servidores em greve, do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), doam alimentos

Servidores em greve do Incra  e do MDA distribuem alimentos: a categoria reivindica reposição salarial de 22%, equiparação de vencimentos com o Ministério da Agricultura

Curitiba – O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse hoje (10) que o governo federal está fazendo um debate interno sobre as propostas que serão apresentadas aos servidores públicos em greve e que o governo está agindo "com responsabilidade" ao elaborá-las.

"Estamos fazendo um debate. Temos uma preocupação com a queda de receita provocada pela crise econômica internacional, que, graças às medidas do governo, não teve reflexos tão grandes no país, mas nos afetou, sim", disse Vargas, durante lançamento estadual do Plano Safra da Agricultura Familiar (2012/2013), em Curitiba. "Cada proposta será apresentada aos servidores com muita responsabilidade, cabendo no Orçamento da União."

Na plateia, que lotou o auditório do edifício-sede dos Correios no Paraná, estavam dezenas de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles mantiveram uma faixa estendida no fundo do auditório e foram convidados a falar ao microfone, durante a cerimônia.

O ministro disse que algumas categorias receberam, ao longo dos últimos anos, reajustes salariais acima da inflação, mas outras, não. "Entre os que não receberam essa reposição, estão os servidores do Incra", reconheceu Vargas. "É com muito respeito que acolhemos as reivindicações. Os movimentos sempre empurram os governos para frente, mesmo que estes não atendam o conjunto das suas pautas."

Pepe Vargas também comentou sobre a crítica que movimentos sociais fazem ao pagamento dos serviços e juros da dívida. "Alguns defendem que o governo deixe de pagar esses contratos financiados no passado, como se dizer 'devo, não nego, mas não pago' resolvesse alguma coisa", disse o ministro. "Governos que decretaram moratória unilateral foram para o buraco."

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