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Segurança | 23/02/2012 18:30

Greve da PM prejudicou venda de abadás em Salvador

Segundo a Associação de Blocos de Trio, a queda nas vendas chegou a 40% em alguns blocos

Tiago Décimo, do

Divulgação

Carnaval em Salvador

Durante os seis dias de folia em Salvador, serão gastos aproximadamente 92 mil litros do combustível

Salvador - Contradizendo o governo da Bahia, que afirma que o fluxo de turistas do carnaval de Salvador não foi afetado pela greve que a Polícia Militar promoveu dias antes da festa, os empresários da folia apontam queda na comercialização de abadás para blocos e camarotes, na comparação com 2011 - os mais prejudicados teriam sido os produtos mais procurados por quem não é baiano.

"Os baianos foram para o carnaval, foram eles que sustentaram a festa", diz o empresário Fred Boat, sócio de dois badalados camarotes da folia, um mais voltado para turistas e outro para o público baiano. No primeiro, as vendas foram 25% menores do que a expectativa. No segundo, a estimativa inicial foi alcançada.

"Os principais prejudicados foram os que dependiam dos turistas, em especial os que ofereciam produtos mais luxuosos, com sistema all-inclusive (comidas e bebidas incluídas no valor do ingresso)", avalia Boat.

De acordo com os empresários do setor, a situação foi a mesma nos blocos de trio. Os com foco no público de Salvador, como os de samba e os puxados por bandas do chamado pagode baiano - grupos como Harmonia do Samba, Psirico e Parangolé -, foram os que mais tiveram sucesso comercial no evento, além dos que têm público cativo, como o Camaleão, comandado pelo Chiclete com Banana, e o Eva.

Entre os outros, a queda nas vendas chegou a 40%, segundo a Associação de Blocos de Trio. "O principal problema foi que a greve da PM aconteceu nos dias em que a maior parte dos turistas costuma fechar os pacotes", diz o presidente da associação, Fernando Boulhosa.

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