Aguarde...
EmpregadosSenado quer mudar regras em demissão de domésticos por crime
EscolhaLuís Roberto Barroso se diz honrado com indicação para o STF
GovernoSaúde já investiu R$ 2 bi na preparação dos eventos de massa
Ainda bem vistoImagem do Brasil piora no exterior
MinistroIntegrantes do STF elogiam indicação de Barroso
AcidenteDesabamento em São Bernardo do Campo deixa uma pessoa ferida
SupremoDilma escolhe advogado para ser novo ministro do STF
ReligiãoPM ocupará quatro favelas para missa do papa no Rio
Viatura da PF: a categoria reivindica reestruturação salarial e da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas
Curitiba – A deflagração da greve dos servidores da Polícia Federal (PF) irá interromper todas as investigações em curso no órgão, que se limitará a manter serviços básicos como a guarda de presos e os plantões nas delegacias. A informação é do presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine.
Os 27 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) realizam assembleias até amanhã (3) para decidir se aderem ou não à paralisação, marcada inicialmente para terça-feira (7). O conselho de representantes da entidade aprovou ontem (1º) o indicativo de greve.
Os policiais federais admitem que ainda há chance de a paralisação não acontecer. "O governo tem condições de evitar a greve, basta apresentar uma proposta”, disse Vicentine. Ele argumenta que as conversas com o Ministério do Planejamento duram três anos, sem sucesso. "O ministério disse ter aceitado tecnicamente o nosso projeto de reestruturação da carreira, disse que apresentaria uma proposta até 31 de julho, mas não o fez", afirma.
O dirigente sindical explica que a greve será total em vários serviços. "Não vamos fazer operação-padrão, vamos cruzar os braços e paralisar todos os nossos serviços nas fronteiras, portos, aeroportos e a emissão de passaportes", afirmou Vicentine à Agência Brasil. "Todas as investigações em curso também serão interrompidas. Vamos manter apenas serviços básicos, como a guarda de presos e os plantões nas delegacias."
A categoria reivindica reestruturação salarial e da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas. O salário inicial desses três cargos é R$ 7,5 mil, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil. "Os salários não precisariam ser exatamente iguais [ao dos delegados], mas, pelas nossas atribuições e responsabilidades, os valores estão muito distantes", observa o presidente do Sinpef-PR.
As assembleias dos policiais federais no Paraná estão marcadas para a manhã desta sexta-feira (3), em Curitiba e também no interior. Uma manifestação nacional está agendada para a próxima quarta-feira (8), em Brasília.
A categoria também defende a saída do atual diretor-geral da corporação, Leandro Daiello Coimbra. "Em fevereiro de 2011, entregamos a ele [Coimbra] um documento pedindo a reestruturação da nossa carreira, assinado de comum acordo pelos diferentes cargos da Polícia Federal, e esse documento simplesmente não foi levado adiante", critica Vicentine.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados