São Paulo - A presidente Dilma Rousseff reafirmou, nesta quarta-feira, 30, em entrevista a rádios do Paraná, que o governo federal investe R$ 50 bilhões em linhas de metrô e que o projeto atinge quase todas as capitais brasileiras.

"O governo federal não tinha a prática de fazer investimentos em capitais", disse ela, que esteve ontem em Curitiba para anunciar investimentos de R$ 6 bilhões na região metropolitana da capital paraense, R$ 3,2 milhões em aportes do governo no futuro metrô local.

"Do investimento de R$ 3,2 bilhões do metrô de Curitiba, R$ 1,8 bilhão vem do orçamento da união e R$ 1,4 bilhão em financiamento, com 30 anos para pagar, cinco anos de carência e juros subsidiados. O governo federal vai entrar com 70% dos investimentos do metrô", disse. "Todo transporte coletivo melhora o tempo para as pessoas e é estratégico", completou.

Brasil-Paraguai

A presidente afirmou também que as relações entre o Paraguai e o Brasil são "estratégicas para o desenvolvimento da região". "A ida de empresas brasileiras para o Paraguai cria empregos, um dinamismo na região que permite que o Brasil se beneficie", comentou a presidente.

Ela afirmou que o País está propondo a construção da segunda ponte internacional de ligação com o Paraguai, na forma de ponte estaiada. A ponte é um investimento que prevê utilização de recursos do PAC, segundo Dilma, da ordem de R$ 400 milhões. A presidente afirmou que o interesse é de que a licitação da ponte seja feita rapidamente e que "as coisas avancem na direção de maior integração".

"O Paraguai tem uma relação histórica com o Brasil", disse Dilma, que mencionou a interação entre a população dos dois países e enalteceu a decisão do governo paraguaio de criar "todas as condições para legalizar a situação dos 'brasiguaios'".

Hospitais

A presidente mencionou a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que atua em parceria com os hospitais universitários. A função da empresa, segundo Dilma, seria de realizar os concursos e contratar pessoal.

"Essa empresa foi criada porque tanto o Ministério Público quanto o TCU (Tribunal de Contas da União) não concordam com a contratação via fundação", disse Dilma, em referência à contratação de pessoal nas universidades federais. "As universidades têm de decidir aderir a essa empresa. Se aderirem, tem um mecanismo absolutamente legar de fazer os concursos e contratar pessoal", disse.

Médicos

Dilma prometeu ainda que iria ser ágil para a abertura de vagas para o curso de medicina na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu. Ela lembrou que ontem sobrevoou o parque tecnológico onde está a faculdade e ficou "impressionada com o tamanho da obra" do campus, ainda incompleto.

Ao final, Dilma citou novamente o Mais Médicos, dizendo que 77 profissionais irão para o Paraná na primeira etapa do programa e que um curso de medicina criará condições para o que o profissional permaneça no Estado.

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