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Diz secretário | 18/05/2012 13:57

Força Nacional ficará em comunidade do Rio o "tempo necessário"

De acordo com a secretária nacional de Segurança Pública, a tropa vai apoiar o governo estadual no combate ao crack no local

Thais Leitão, da

Mathieu Struck/Flickr

Manhã nublada em Santa Tereza, olhando em direção ao Morro de Santo Amaro e Catete

150 membros da Força começaram a ocupar no fim desta manhã o Morro Santo Amaro, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Os 150 homens da Força Nacional de Segurança Pública, que começaram a ocupar no fim da manhã de hoje (18) o Morro Santo Amaro, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro, vão permanecer na comunidade “pelo tempo que for necessário”, segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki.

De acordo com ela, a tropa vai apoiar o governo estadual no combate ao crack no local. A ocupação faz parte do programa Crack, É Possível Vencer, do governo federal.

“Nosso trabalho aqui é apoiar o governo do estado, e a força vai responder ao comando da Polícia Militar local. Os homens permanecerão até que o governo do estado forme policiais para substituí-la. No início, tivemos uma previsão de seis meses de permanência, mas [o prazo] poderá ser estendido quantas vezes o governo achar necessário, e em um programa como esse fatalmente será”, ressaltou.

Regina Miki destacou que se trata de uma missão pacífica para “garantia da segurança do cidadão” e a expectativa é que, ao fim da ocupação, a localidade receba uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O Morro Santo Amaro é uma das poucas comunidades da zona sul da cidade que ainda não foram pacificadas.

A secretária explicou que a comunidade, onde vivem cerca de 1,5 mil famílias, é a primeira do Rio a receber o programa por ser um ponto de distribuição da droga para outros bairros da zona sul. Ela acrescentou que a força também pode ocupar, no futuro, outras comunidades que sofrem com a presença do crack, como Jacarezinho e Manguinhos, na zona norte. Ao todo, segundo um mapeamento da Secretaria Municipal de Assistência Social, foram identificadas 11 cracolândias no município.

“A escolha dessa comunidade é porque aqui temos um ponto de distribuição para a zona sul e, como é um local pequeno, teremos mais condições de corrigir possíveis erros para que quando entrarmos em outros locais tenhamos mais tranquilidade de fazê-lo”, destacou.

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