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Refúgio | 24/08/2012 17:15

Famílias passam noite em galpão depois de incêndio em favela

A Defesa Civil informou que, após avaliação de engenheiros, o local continuará interditado por apresentar riscos aos moradores

Camila Maciel, da

Joan Castro/AFP

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São Paulo – O terceiro incêndio em menos de oito dias em favelas paulistanas deixou mais 163 famílias desabrigadas, cerca de 600 pessoas, segundo informações da Defesa Civil do município. O fogo consumiu ontem (24), no início da noite, quase todos os barracos localizados na Rua Capitão Pacheco Chaves, no bairro Vila Prudente, restando apenas 400 metros quadrados dos 2,8 mil que formavam a comunidade.

As famílias afetadas passaram a noite em um galpão da escola de samba do bairro e hoje (21) pela manhã ainda aguardavam kits de emergência que seriam fornecidos pela prefeitura, como colchões, cobertores e cesta básica.

A Defesa Civil informou que, após avaliação de engenheiros, o local continuará interditado por apresentar riscos aos moradores. Por volta de meio-dia, algumas pessoas foram liberadas pela Polícia Militar para entrar o local e retirar móveis e eletrodomésticos que resistiram ao fogo. A perícia esteve na comunidade pela manhã, mas não informou a causa do acidente.

Giovânio Queiroz da Silva, de 23 anos, estava em casa com a esposa e o filho de apenas dois meses de idade, quando o barraco de madeira foi rapidamente tomado pelas chamas. “Só deu tempo de salvar nosso filho e pegar uma maleta com os documentos”, relembra. A família de Giovânio abrigou-se na casa de parentes, mas ele permaneceu local para aguardar orientação da prefeitura. “Assim que o local for liberado, vou reconstruir nossa casa, mas o ideal é que a gente nem precisasse voltar pra cá”, relatou.

As famílias que se abrigaram no galpão reclamam a falta dos kits de emergência que normalmente são distribuídos pela administração municipal nesses casos. “Estamos recebendo doações de supermercados próximos daqui e moradores de comunidades próximas vieram cozinhar pra gente. Ainda estamos aguardando uma ajuda do governo”, relatou a moradora Bruna Bezerra, de 22 anos, que fugiu do fogo com dois filhos, de 2 e 3 anos.

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