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Rio de Janeiro - Confissões em primeira pessoa de traficantes arrependidos e lembranças terríveis de policiais que atuam no combate às drogas se misturaram no ciclo de debates "Comandos", iniciativa do AfroReggae que tem por objetivo conscientizar a população sobre a questão da violência e da criminalidade no Rio de Janeiro.
Carlos Alberto Santos, o "Fofo", ex-chefe do tráfico de Parada de Lucas, fazia a contabilidade do dinheiro arrecadado com a venda de drogas ao lado de vários membros de sua facção criminosa, o Terceiro Comando.
Enquanto ele verificava seus lucros, um mensageiro veio até o local e contou que voluntários do AfroReggae estavam facilitando a entrada de traficantes de uma facção inimiga na comunidade.
Sem pestanejar, "Fofo", acompanhado de uma dúzia de homens armados, foi para a sede da associação na favela e questionou: "Vocês sabem que estamos em guerra, não podem permitir que eles entrem!".
Começou então uma discussão tensa, com ameaças de morte e gritos, que só se acalmou quando o ex-traficante foi convencido de que a ONG não estava ajudando nenhuma facção na guerra em Parada de Lucas, que deixou na época nove pessoas mortas.
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