São Paulo – Autoridades de saúde norte-americanas estão estudando a possibilidade de proibir a viagem de mulheres grávidas ao Brasil e países latino-americanos onde foram detectados casos de infecção pelo Zika vírus, associado ao recente surto de microcefalia no país. A informação é do jornal The New York Times.

Os primeiros casos de Zika na América do Sul foram detectados em maio e, de lá para cá, o Brasil já anota mais de 3,5 mil casos suspeitos da doença em recém-nascidos. O surto alarmou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Além do Brasil, a lista inclui todos os países da região que apresentaram contaminação, casos de Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Porto Rico, Paraguai, Suriname e Venezuela. Essa seria a primeira vez que o CDC determinaria uma proibição a uma região em específico.

Um fator que ainda preocupa a agência é o impacto da decisão no turismo. Em período de férias, proibir as grávidas de viajar por toda a América Central e do Sul pode impactar o setor.

"Isso pode dizimar o turismo no Caribe", disse Peter J. Hotez, reitor da Escola Nacional de Medicina Tropical da Baylor College of Medicine ao NYT. "Mas não podemos esperar nove meses para agir, quando defeitos congênitos começarem a aparecer nos partos e nas salas de cirurgia."

Segundo o jornal, a decisão sairia até o final dessa semana, mas nada foi oficialmente informado. Os Estados Unidos registraram na semana passada um caso de paciente no Texas infectado com o ZIka vírus, mas tratava-se de alguém que retornava de viagem.

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