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Um conjunto de companhias especializou-se em aproveitar os leilões de mercadorias apreendidas em portos e aeroportos
São Paulo - O aumento da fiscalização de importados nos portos e aeroportos – que tem causado transtornos a empresas e cidadãos brasileiros – vem beneficiando outros participantes do mercado, além do próprio Fisco. Um conjunto de companhias especializou-se em aproveitar os leilões de mercadorias apreendidas pelo órgão para comprar os produtos e revende-los no país a preços abaixo da média.
Em 2012, a Receita Federal realizou 22 certames, que resultaram numa arrecadação de 26,4 milhões de reais para o governo. Isso significa que, por exemplo, um macacão de bebê da marca Ralph Lauren que custou 20 dólares e que foi apreendido na mala de um casal que voltava de Miami pode parar num site de comércio eletrônico, onde é oferecido pelo dobro (ou triplo) do preço – e ainda assim custar menos que o valor médio praticado no país.
A empresa Ipcal, sediada no Brás, região central da capital paulista, se autointitula em sua página na Internet como a “principal cliente da Receita Federal e a maior arrematante de leilões do país”. Entre os objetos que comercializa estão máquinas destinadas a supermercados, como empacotadoras, peças automotivas e utensílios domésticos – tudo arrematado junto ao Fisco. Apesar de não fazer vendas pela Internet, a Ipcal atende seus clientes por telefone e também em sua loja física.
Já a Arrematados.com, com sede no bairro Macuco, em Santos (SP), disponibiliza variados tipos de produtos – desde bijuterias e brinquedos, passando por artigos eletrônicos, até máquinas e material hospitalar – a clientes previamente cadastrados. Em seu portal, onde se apresenta como uma “empresa especializada em produtos arrematados em leilões da Receita Federal com ótimos preços”, é possível dar lances pelos produtos. Procurados pela reportagem, os responsáveis pelas companhias não retornaram o pedido de entrevista ou recusaram-se a falar.
Só para especialistas – Assim como a Ipcal e a Arrematados.com, outras firmas – muitas delas com CNPJ de companhia de importação e exportação – especializaram-se em comprar lotes em leilões da Receita e fazer a revenda no mercado interno.
A lógica do negócio exclui amadores. Os preços mínimos dos certames já embutem os impostos do comércio exterior. É preciso ser um bom negociador para levar os lotes a um preço baixo o bastante para competir em condições vantajosas no mercado interno. Além do lance, o vencedor ainda tem de arcar com o ICMS do estado onde a mercadoria foi leiloada e o frete para envio da mesma ao local de recebimento.
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