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São Paulo - Os avanços na questão indígena nos últimos anos foram muitos. Para a antropóloga Betty Mindlin, a força que o direito indígena tem hoje é reflexo de lutas sociais.
"Às vezes, movimentos nada pacíficos", disse em conferência de imprensa realizada no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, o processo educacional tem um papel importante na manutenção de direitos adquiridos e na conquista de novos direitos.
Os avanços na questão indigenista foram muitos, e a legislação brasileira seria suficiente se fosse obedecida, segundo Mindlin, que começou a trabalhar com índios em 1976. "Hoje os índios tem participação plena: além de terem direito à escola, podem escolher o idioma das aulas, o currículo e a forma de dar aula. Alguns deles até aboliram o ensino da leitura e da escrita", disse a antropóloga.
Ela ressaltou que as cotas raciais são uma forma de forçar a igualdade social, e afirmou que o Brasil ainda é um país racista. "Essa é uma forma de corrigir uma dívida histórica, mas seria mais eficiente investir em programas de formação de professores indígenas", falou.
Para Mindlin, autora de Diários da Floresta e Moqueca de Maridos, as artes plásticas, o cinema e a literatura também são importantes para defender os direitos indígenas. Como exemplo disso, ela citou filmes como Xingu*, de Cao Hamburger, Vale dos Esquecidos, de Maria Raduan, o projeto Vídeo nas Aldeias* e até relação do músico britânico Sting, ex-líder da banda The Police, e do cacique caiapó Raoni. Assista ao trailer do documentário Vale dos Esquecidos, abaixo:
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