Aguarde...
SaúdeANS lança guia para planos de saúde e prestadores de serviço
PortalPagamento do INSS, FGTS e IR à domésticas serão unificados
Meta 18Joaquim Barbosa cobra julgamento de ações de improbidade
PSCPartido de Marco Feliciano entra no STF contra casamento gay
AlíquotaÉ preciso retomar debate sobre ICMS, diz Calheiros
TrabalhoGoverno tem sugestões para regulamentação de domésticas
GovernoTaxa de retorno das concessões de ferrovias deve ser elevada
SaúdeGoverno libera R$ 30 milhões para combate à gripe
IsençãoDilma desiste de projeto e faz sugestões a domésticas
IntegraçãoEspanha oferece ao Brasil experiência em portos e aeroportos
Dados apresentados pela Organização Internacional do Trabalho indicam que menos de 30% das domésticas têm carteira assinada e boa parte ainda recebe menos do que o salário mínimo
Brasília – Uma em cada cinco brasileiras (19,7%) que fazem parte do população economicamente ativa é trabalhadora doméstica. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009, mostram o peso da categoria, que soma 7,2 milhões de trabalhadores, mas segue marginalizada e sem a garantia de alguns direitos trabalhistas.
“No mundo todo, são 53 milhões de trabalhadores domésticos. Mas esse número é subestimado porque, na maioria dos casos, é um trabalho que se exerce de maneira invisível, informal e fora das garantias da legislação trabalhista”, aponta Laís Abramo, diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.
Integrantes de entidades que representam essas profissionais se reuniram em Brasília para analisar a situação da categoria, em comemoração ao Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, celebrado hoje (27). Um dos temas discutidos foi a Convenção Internacional sobre o Trabalho Decente para Trabalhadores Domésticos, aprovado em junho de 2011 pela OIT.
O documento, que precisa agora ser ratificado pelos países-membros, prevê a aprovação de leis que garantam mais direitos à categoria. Até o momento, apenas o Parlamento do Uruguai confirmou a adesão.
“O Brasil já tem uma legislação relativamente avançada em comparação a outros países. Mas existem direitos que os outros trabalhadores têm que as domésticas não têm, entre eles uma jornada claramente delimitada. A convenção reforça a questão da valorização do trabalho doméstico e de que elas são membros da classe trabalhadora como qualquer outro”, explica Laís.
A ministra Eleonora Menicucci, chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, disse que é um compromisso da presidenta Dilma Rousseff ratificar a convenção, mas antes é preciso aprovar leis que ampliem alguns direitos da categoria.
“Eu não trabalho com a possibilidade de o Brasil não assinar a convenção”, disse. O governo federal criou um comitê para discutir as estratégias para enviar e aprovar o acordo no Congresso Nacional.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados