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Insatisfação | 17/06/2013 20:12

Dilma diz que manifestações pacíficas são "legítimas"

A presidente reuniu-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para receber um relato sobre o quadro de manifestações no país

REUTERS/Ueslei Marcelino

A presidente Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff disse que considera as "manifestações pacíficas legítimas", em meio à onda de protestos nas principais cidades do país

Brasília - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que considera as "manifestações pacíficas legítimas", em meio à onda de protestos nas principais cidades do país.

A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, afirmou que "a presidente considera que as manifestações pacíficas são legítimas e são próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestarem". A mensagem foi transmitida pela ministra a jornalistas no Palácio do Planalto a pedido de Dilma.

A presidente reuniu-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para receber um relato sobre o quadro de manifestações no país, segundo a ministra.

Os protestos, inicialmente convocados para reivindicar contra o aumento nas tarifas de ônibus, levaram dezenas de milhares de manifestantes às ruas de capitais nesta segunda-feira. Autoridades temiam embates violentos e depredações, como ocorreu na semana passada em São Paulo.

No fim de semana, manifestantes e policiais também se enfrentaram em protestos contra os gastos de recursos públicos nos preparativos para a Copa do Mundo antes das partidas pela Copa das Confederações entre Brasil e Japão, em Brasília, e México e Itália, no Rio de Janeiro.

Em Brasília, manifestantes chegaram a ocupar a área da cobertura do Congresso Nacional no início da noite desta segunda-feira, mas não chegaram ao Planalto, onde a segurança foi reforçada.

Copa do Mundo

A presidente também pediu que o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) abrisse o diálogo com manifestantes, principalmente aqueles que questionam os gastos do governo federal com a Copa do Mundo de 2014.

Gilberto disse que "se é um sentimento de que a Copa não é adequada... se há esse sentimento, vamos informar qual o investimento que fizemos nos Estados em infraestrutura".

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