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Obras do Minerão, em Belo Horizonte: o grande temor de Campelo é que ocorra o mesmo problema dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, quando houve atraso
São Paulo - Com cerca de dois anos para o início da Copa do Mundo de 2014, o ritmo das obras de mobilidade urbana continua extremamente lento e fez com que o Tribunal de Contas da União (TCU) ficasse alerta. O ministro do TCU, Valmir Campelo, demonstrou muita preocupação com o ritmo da liberação dos recursos durante um fórum de controle da administração pública do Rio, realizado nesta quinta-feira.
"Realmente esse ritmo não é o ideal, é preocupante. Gostaríamos que tivesse um ritmo mais acelerado. Já encaminhamos um parecer pedindo que a liberação de recursos seja acelerada", declarou.
Nesta quinta, a Caixa Econômica Federal divulgou o novo balanço da verba liberada para as obras de mobilidade urbana. Dos pouco mais de R$ 9.590.807.000 disponíveis para o setor, apenas 5,541% ou R$ 327.543.000, já foram utilizados. A diferença em relação ao último balanço é mínima, ou seja, praticamente não houve avanço.
O grande temor de Campelo é que ocorra o mesmo problema dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, quando houve atraso e, enquanto se aproximava a competição, as obras tiveram que ser finalizadas às pressas, com muitos aditivos e alguns processos realizados sem licitação. "Não vou falar em má fé, mas o grande problema do Brasil é a falta de planejamento. Nós precisamos difundir no Brasil a cultura do planejamento", disse o ministro.
Campelo contou que se reuniu com os 11 governadores das cidades sede da Copa logo depois que elas foram confirmadas, para conversar sobre projetos de obras. De acordo com o ministro, no entanto, nada foi feito nos seis meses seguintes. Isto fez com que ele fosse obrigado a liberar verba do BNDES, para que o cronograma não ficasse atrasado.
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