São Paulo - Comerciantes das Avenidas Parque Edu Chaves e Roland Garros, na zona norte de São Paulo, afirmam estar muito apreensivos com a possibilidade de novos ataques na região, depois dos momentos de pânico da noite desta segunda-feira, 28, quando a Rodovia Fernão Dias foi fechada e lojas foram atacadas durante protesto pela morte de um jovem baleado por policial militar.

"Passaram aqui na rua avisando para a gente fechar tudo, que hoje o comércio será atacado a partir de 14 horas", disse um lojista, que preferiu não se identificar.

Quem optou por não fechar totalmente as portas está em alerta. "Estamos funcionando com a porta pela metade. Por enquanto, acho que é boato, mas estamos alertas", disse um funcionário de uma loja de roupas.

Com medo de ataques, funcionários de uma farmácia ao lado de uma loja de roupa atacada nesta segunda-feira retiravam as mercadorias e punham no carro.

Uma moradora disse que há boatos de que os ataques podem durar ate sexta-feira, 1. "A gente não sabe se irá acontecer, mas hoje deram uma espécie de toque de recolher."

A situação de medo acontece depois que violentos protestos contra a morte do adolescente Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, por um PM, neste domingo, 27, fecharam a Fernão Dias e provocaram uma onda de destruição no Jaçanã, na zona norte da capital paulista.

Ônibus e caminhões foram incendiados e lojas, saqueadas. A manifestação começou por volta das 18 horas, depois do enterro de Douglas. Os dois sentidos da rodovia foram fechados e ao menos seis ônibus intermunicipais e três caminhões foram incendiados. Homens armados obrigaram passageiros e motoristas a descer dos veículos.

De acordo com a polícia, durante um saque a uma loja na Avenida Milton da Rocha, na Vila Medeiros, criminosos acertaram um pedestre no abdome. Ele foi internado no Hospital São Luis Gonzaga, onde passou por cirurgia. Mas passa bem.

Tópicos: Comerciais, Depredações, Protestos, Protestos no Brasil