São Paulo – Prestes a iniciar o ano político, a cidade de Centralina, interior de Minas Gerais, não tem nenhum representante disponível em seu poder legislativo. Todos os nove vereadores da cidade de 10 mil habitantes foram presos sob acusação de corrupção.

Os parlamentares são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia por desvio de dinheiro público e recebimento de diárias de viagens que não foram realizadas. As ações se enquadram nos crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público do estado deflagrou duas operações para busca e apreensão na casa dos políticos e em seus gabinetes na Câmara Municipal. Na primeira delas, no último dia 19, foram presos preventivamente quatro dos vereadores da atual legislatura (2013-2016) e um ex-parlamentar.

Dessa primeira leva, os quatro políticos foram soltos após acordo com o MPMG. Todos renunciaram aos mandatos e indicaram bens que poderiam ser confiscados para ressarcir os cofres públicos. O ex-vereador, por sua vez, segue em prisão domiciliar.

Ontem (28), na segunda fase da Operação Viagem Fantasma, os demais cinco vereadores e um ex-servidor da Câmara foram presos preventivamente. Mais mandados de busca e apreensão também foram expedidos para seguirem as investigações.

O recesso parlamentar no país inteiro termina nesta segunda-feira (1º). No caso de Centralina, os quatro suplentes para vereadores detidos na primeira fase já foram nomeados. É o mesmo destino que devem ter as outras cinco vagas.

OS NOVE DETIDOS

Carla Rúbia (SDD)
Cleison Vieira (PDT)
Eurípides Batista Ferreira, o Baianinho (Pros)
Hélio Matias (PSL)
Ismael Pereira Peres (PT)
Rodrigo Lucas (PT do B)
Roneslei do Carmo Soares (PR)
Sonia Martins de Medeiros Rosa (PP)
Wandriene Ferreira de Moura (PR)

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