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Brasília - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou nesta quarta-feira a decisão sobre a aquisição da Casa de Saúde Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Amil, após pedido de vista feito pelo conselheiro Marcos Paulo Veríssimo.
O relator do processo, conselheiro Elvino Mendonça, votou pela reprovação da operação, a não ser que a Amil se desfaça do porcentual - confidencial - de seu capital na Medise, do Grupo FMG, que também controla a Rede D'or na capital fluminense. Os conselheiros Ricardo Ruiz e Alessandro Octaviani votaram com o relator, enquanto Carlos Ragazzo não antecipou voto, mas se declarou "simpático" ao relatório.
De acordo com Mendonça, a concentração no ramo de serviços médicos hospitalares na cidade do Rio de Janeiro abre a possibilidade de conduta orquestrada entre as quatro maiores redes de hospitais, que dominam mais de 75% desse mercado. "Não considero que existam os elementos de rivalidade e de entrada de novos agentes nesse mercado", afirmou o conselheiro.
Ele também destacou que o mercado relevante geográfico dessa aquisição se situa na área mais nobre do Rio de Janeiro, aquela com maior renda per capita e com demanda de serviços mais especializados, o que dificultaria a entrada e estabelecimento de novos concorrentes.
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