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Vista do "Mineirão", em junho de 2008: além do Mineirão, os principais projetos de transporte são as três novas linhas de BRT (Bus Rapid Transport) e duas estradas principais
Londres - Belo Horizonte escapou das críticas da Fifa pelos atrasos nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, mas sua coordenadora executiva, Flávia Rohlfs, ressaltou à AFP que espera que a cidade não seja reconhecida apenas por esta circunstância.
Flávia Rohlfs, que foi recrutada pelo prefeito de Belo Horizonte, indicou que a cidade tinha a esperança de se tornar o palco da final por ter uma localização perfeita.
Mas foi decidido que Belo Horizonte irá sediar seis partidas, incluindo um confronto da segunda fase e uma semifinal com o Brasil, assim como três partidas da Copa das Confederações no próximo ano, que servirá como teste para o grande evento de 2014.
Rohlfs, que esteve em Londres para os Jogos Olímpicos, disse que a razão pela qual Belo Horizonte é uma exceção entre as cidades que vão receber os jogos, no que diz respeito à preparação das instalações, é por ter começado a trabalhar antes mesmo do anúncio de que o Brasil sediaria a Copa do Mundo.
"Nós não estamos fazendo nada de especial para a Copa do Mundo, o que tentamos fazer é melhorar a nossa cidade", declarou à AFP.
"Tentamos colocar a infraestrutura em seu lugar, como o transporte, para que traga resultados benéficos nos próximos anos", acrescentou.
"Quando procuramos o Governo Federal, tínhamos os planos preparados e fomos os primeiros a receber financiamento sob a forma de empréstimos financeiros. A maioria das cidades começou a pensar em como lidar com a situação depois de ter sido escolhida", explicou Rohlfs.
"Estamos no tempo, os 64.000 lugares do estádio do Mineirão vão ficar prontos até 21 de dezembro e os outros projetos estarão prontos até o final do próximo ano", comentou a coordenadora.
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