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Agência em greve: sem acordo sobre a campanha salarial da categoria, o anúncio da greve é usado como forma de pressionar a Fenaban
São Paulo - Os bancários de São Paulo aprovaram, em assembleia feita na noite desta quarta-feira (12), a greve da categoria por tempo indeterminado a partir de terça-feira (18). A decisão foi unânime na assembleia de hoje na capital paulista. Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Porto Alegre, Acre, Mato Grosso, Piauí, Alagoas e Amapá já finalizaram as assembleias também com decisão unânime favorável à greve.
Outras assembleias acontecem no País inteiro ainda na noite desta quarta-feira e a expectativa do Comando Nacional dos Bancários é de que todos os Estados aprovem a greve. "Os bancários estão indignados com essa provocação que os banqueiros fizeram e estão respondendo à Fenaban com a decisão pela greve", disse Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Sem acordo sobre a campanha salarial da categoria, o anúncio da greve é usado como forma de pressionar a Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Até agora, os banqueiros apresentaram proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. A proposta passa longe da reivindicação dos trabalhadores que pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real.
No dia 17, a categoria realiza novas assembleias, dessa vez com o objetivo de organizar a greve. "Os bancos têm até lá para apresentar nova proposta. Estamos à disposição", afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite.
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