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São Paulo - O Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, anda muito atarefado. Não só pela proximidade da Olimpíada de Londres mas principalmente pelos jogos do Rio de Janeiro, em 2016 — que serão sob seus domínios.
Nuzman é um personagem com muitas contradições — em constante fogo cruzado de críticas e elogios. Em recente declaração, ele foi até que bastante moderado ao afirmar que a campanha da comitiva brasileira em Londres será equivalente à da última Olimpíada, em Pequim — ou seja, 15 medalhas, na soma de todas. Para 2014, no entanto, ele foi otimista — ou pelo menos manteve a proposta de colocar o Brasil entre os dez primeiros.
É uma tarefa árdua: para alcançar esse objetivo, será necessário ganhar no mínimo 25 medalhas, das quais pelo menos 7 de ouro. É bom lembrar que o Brasil ganhou apenas 20 medalhas de ouro na soma de todas as Olimpíadas, desde a primeira, em 1920.
O problema dessa afirmação é que não se ganha medalhas por decreto. Se o Brasil não conseguiu evoluir seu desempenho Olímpico nesses últimos quatro anos, por que conseguiria dar um salta de qualidade tão grande nos próximos quatro anos?
Se ainda houvesse um trabalho efetivo no sentido de revelar novos atletas, até seria razoável fazer esse tipo de projeção. Mas a política esportiva brasileira, ainda que tenha evoluído muito nos últimos anos, é voltada a contemplar atletas já formados, o que também é importante. Mas não há um trabalho de base que possa garantir a revelação de atletas competidores para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.
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