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Última atualização 25/05/2017 - 17:21 FONTE

“Não houve gritaria”, conta sobrevivente de voo da Chape

Testemunho do jornalista Rafael Henzel contribui com a possibilidade, ainda sem confirmação, de que a aeronave acabou sem combustível

O jornalista Rafael Henzel, um dos seis únicos sobreviventes da tragédia com o voo da Chapecoense no último dia 29, disse, em entrevista ao Fantástico deste domingo (11), que os passageiros não foram avisados de que o avião estava sem controle e que cairia.

“Em nenhum segundo alguém da cabine ou um comissário disse ‘coloquem os cintos porque há risco disso ou daquilo’”, disse Henzel. “De repente, simplesmente desligaram as luzes do avião. Desligaram os motores. E aí todo mundo voltou pro seu assento e colocou o cinto de segurança. Na hora que isso aconteceu, causou um certo temor. Mas ninguém imaginaria que a gente bateria naquele morro.”

O testemunho de Henzel contribui com a possibilidade, ainda sem confirmação, de que a aeronave acabou sem combustível.

“Toda vez que perguntávamos ‘quanto tempo falta?’, sempre respondiam os comissários: ‘dez minutos, mais dez minutos, mais dez minutos’, relatou.

O jornalista afirma que presumiu de que a aeronave poderia cair ao perceber a reação dos tripulantes – o técnico de voo Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suárez, ambos que também sobreviveram ao choque do avião com o solo, pouco antes da chegada ao destino final, nos arredores de Medellín.

“Reparei que houve uma aflição muito grande por parte da comissária que sobreviveu. Mas não houve gritaria. Foi um silêncio estarrecedor.”

Domingo de homenagens

Nas redes sociais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a homenagem coletiva de todos os 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Todos, sem exceção, carregam o escudo da Chapecoense e trechos do hino do clube catarinense em seus uniformes.

Para divulgar a ação, foi produzido um vídeo, com narração de Galvão Bueno, onde é pregada a união por meio do esporte mais popular do Brasil e do planeta.

“A última rodada, vamos ter de terminar sem você. Nós sentiremos muito, mas muito mesmo a falta de nosso caçula mais abusado e carismático. Mas, o show tem que continuar”, narra Galvão em um trecho.

“Somos parte da mesma paixão. Vivemos todos de nossos encontros. Sozinhos, não fazemos qualquer sentido. Então Chape, nós hoje vamos fazer uma homenagem coletiva. Vamos cantar um trecho de seu hino em nossas camisas na rodada desta tarde”, arremata o narrador.