Dólar R$ 3,27 -0,54%
Euro R$ 3,65 0,07%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa 1,36% 64.085 pts
Pontos 64.085
Variação 1,36%
Maior Alta 4,89% RADL3
Maior Baixa -6,09% JBSS3
Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Mulheres usam mais transporte público e andam mais a pé em SP

A utilização dos dois tipos de modais juntos representa 74,6% do total de deslocamentos feitos pelas mulheres, ante 62,5% do praticado pelos homens

Um estudo sobre a mobilidade urbana das mulheres em São Paulo foi lançado nesta terça-feira, 13, em publicação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), e revela que as pessoas do sexo feminino usam mais o transporte público coletivo e andam mais a pé do que os homens na capital paulista.

A utilização dos dois tipos de modais juntos representa 74,6% do total de deslocamentos feitos pelas mulheres, ante 62,5% do praticado pelos homens.

Feito a partir da pesquisa Origem e Destino, da Companhia do Metropolitano de São Paulo, o levantamento mostra também que as mulheres mais pobres são as que mais utilizam o transporte coletivo e as que mais caminham na cidade.

Em uma família com renda mensal inferior a R$ 1.244, metade das viagens é feita a pé e 28%, de ônibus.

Para ambos os sexos, o trabalho e a educação figuram como os principais motivos de deslocamento diário. Mas as mulheres apresentam maior diversidade de atividades, seguindo um padrão de mobilidade que vai além do eixo “casa-trabalho”.

O estudo cita, por exemplo, idas e vindas de supermercados, lojas, farmácias, escolas, postos de saúde e creches.

Segundo o levantamento, esses caminhos “acabam por delinear um tipo específico de deslocamento, com possíveis implicações para políticas públicas na área”.

Automóvel

A publicação destaca que a diferença de deslocamento entre gêneros em São Paulo ocorre especialmente na direção de um automóvel.

Do total de viagens das mulheres, somente 13,7% são realizadas com elas conduzindo – entre homens, é quase o dobro (26,4%).

Entre pessoas do sexo feminino com renda de até R$ 2.488, 3% das viagens são realizadas com elas dirigindo. Já as mulheres mais ricas, com ganhos acima de R$ 9.330, fazem 45% das locomoções como motoristas de um automóvel.