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Última atualização 23/05/2017 - 11:09 FONTE

Moro e advogado de Lula voltam a brigar em audiência da Lava Jato

Durante a oitiva de uma funcionária da empreiteira OAS, Moro chegou a gritar com defensor Juarez Cirino após várias interrupções

O juiz federal Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba, voltou hoje (12) a bater boca com um dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante audiência da ação penal na qual Lula é réu.

Durante a oitiva de uma funcionária da empreiteira OAS, Moro chegou a gritar com defensor Juarez Cirino após várias interrupções. “Respeite o juízo!”, gritou Moro.

O bate-boca começou após uma pergunta feita por um procurador da República à funcionária Marilza Marques, responsável pela área de atendimento da empreiteira e que acompanhou as visitas no apartamento tríplex em Guarujá (SP), imóvel investigado na Operação Lava Jato.

Marilza disse que mulher de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, era apresentada como “se o imóvel já tivesse sido destinado”.

O estopim para o início da discussão ocorreu quando Moro disse que o advogado estava sendo “inconveniente” ao alegar repetidamente que o procurador não poderia fazer a pergunta.

Advogado: A defesa não é inconveniente na medida em que estamos no exercício da ampla defesa

Moro: Já foi indeferida sua questão, já foi indeferida sua questão, doutor

Advogado: Vocês não podem cassar a palavra da defesa

Moro: Posso, doutor, por estar sendo inconveniente

Advogado: Não pode, porque estamos colocando uma questão muito importante, relevante, o procurador da República está pedindo a opinião da testemunha e ele não pode

Moro: Doutor, o senhor está sendo inconveniente! Já foi indeferida sua questão, já está registrada, e o senhor respeite o juízo

Veja o vídeo editado por VEJA.com

 

Comentários

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  1. Leonardo Figueiredo

    Com todo respeito à pessoa do advogado, até porque também milito na área criminal, mas, aqui, a meu ver, a pergunta não se tratou de pedido de opinião da testemunha, senão de constatação dela. Seria opinião se ela falasse que eu “acho isso” por causa “daquilo”. Não se ela constata que Marisa já era tratada como dona do imóvel. Diferente se a testemunha respondesse “eu acho que como dona, porque ela visitou o imóvel” – daí sim é opinião, questão subjetiva, e, portanto, vedada pelo art. 213 do CPP; Tudo depende da forma como a resposta for dada, e, por isso, a pergunta não poderia ser cassada. Aliás, nada impede que o advogado se manifeste em preliminar acaso constate que a resposta foi subjetiva.