Moradores de SP não se importam com abertura da Copa de 2014

Segundo a pesquisa, 61% dos moradores de São Paulo apoia a construção de um novo estádio, mas 60% não considera importante que a abertura aconteça em São Paulo

Rio de Janeiro – A maioria dos habitantes de São Paulo deseja a construção de um novo estádio para a Copa do Mundo de 2014, mas 60% não considera importante que a cidade seja escolhida como local da cerimônia e partida de abertura do evento.

A tendência foi revelada por uma enquete do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a pesquisa, 61% dos moradores de São Paulo apoia que o Corinthians construa um novo estádio, enquanto 28% se mostraram contrário à construção e 11% manifestou não ter nenhuma opinião a respeito.

Porém, ao serem interrogados sobre a importância de São Paulo receber a partida inaugural do Mundial, 60% dos consultados disse que não é “nada importante”, 23% afirmou que é “um pouco importante” e apenas 17% declarou que é “muito importante”.

Da mesma forma, apenas 53% dos indagados considerou que o Mundial trará mais benefícios que perdas à cidade, contra 47% que opinou o contrário.

São Paulo disputa com Brasília e Belo Horizonte a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014. O Corinthians iniciou há um mês a construção de um estádio, que custará R$ 820 milhões, graças aos incentivos que recebeu dos Governos regional e municipal.

O clube paulista pretendia construir um estádio para 48 mil pessoas, mas aceitou modificar seu projeto e ampliá-lo para 65 mil a fim de atender as exigência da Fifa. Os incentivos fiscais concedidos ao clube, no entanto, foram condicionados a que o estádio seja escolhido como a sede da partida que abrirá o Mundial.

Segundo o Datafolha, 67% dos paulistanos se opõem ao uso de recursos da Prefeitura no estádio, enquanto 65% também não apoia a utilização do dinheiro do Estado e 62% rejeita o uso de recursos do Governo federal.

A enquete escutou a opinião de 624 habitantes de São Paulo entre os dia 4 e 5 de agosto e tem uma margem de erro de quatro pontos percentuais.