Picciani garante continuidade do Bolsa Atleta no próximo ano

Segundo ele, os recursos discricionários da pasta tiveram aumento de 30%, saindo de R$ 505 milhões neste ano para R$ 656 milhões

São Paulo – Ciente da preocupação com investimentos após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio-2016, o ministro Leonardo Picciani (PMDB) promete um “diálogo aberto e franco” com os atletas e confederações. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, disse que o Ministério do Esporte estuda o reajuste nos valores do Bolsa Atleta e comentou a previsão orçamentária de 2017.

O que podemos projetar para o próximo ciclo olímpico?

Nossa expectativa é de manter a evolução do esporte brasileiro, tendo um resultado melhor no próximo ciclo olímpico. Para isso, manteremos um ritmo forte de preparação.

De que forma a redução no orçamento afeta o esporte?

O orçamento teve uma redução nas rubricas que tratavam da construção de infraestrutura. Elas estavam com valores maiores porque suportavam a construção dos equipamentos olímpicos, que agora estão prontos. Nos recursos discricionários do Ministério, ou seja, que podem ser aplicados livremente nos diversos programas, temos aumento de 30%, saindo de R$ 505 milhões neste ano para R$ 656 milhões.

Qual é o planejamento para o programa Bolsa Atleta?

Nós vamos manter o Bolsa Atleta e o Ministério deseja fazer um reajuste da tabela. Mas isso não temos como afirmar ainda, só vamos tratar após a aprovação efetiva do orçamento e posteriormente ao decreto do Ministério do Planejamento, que regula a execução orçamentária do ano.

De quanto seria esse reajuste?

A gente tem vários estudos, diria que pode ser em torno de 10%, mas não é definitivo. Dependemos de fatores que não estão no nosso domínio.

Como o senhor vê a preocupação dos atletas?

É natural que os envolvidos no esporte estejam atentos. O diálogo do Ministério com as entidades esportivas e com os atletas é aberto e franco. Posso assegurar que não há razão para preocupação.