Macacos mortos no Rio não tinham febre amarela, mostram exames

Quatro saguis e um macaco-prego circulavam por bairros onde há extensa vegetação, como Jardim Botânico e a Gávea

Rio – Os exames em amostras de cinco macacos mortos no Rio de Janeiro, em outubro passado, deram negativo para febre amarela, informou a Secretaria de Estado de Saúde. Os testes foram feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pelo método de imunohistoquímica.

Para a secretaria, “não há qualquer evidência da circulação do vírus da febre amarela no município do Rio de Janeiro”.

Os animais, quatro saguis e um macaco-prego, circulavam por bairros onde há extensa vegetação, como Jardim Botânico e a Gávea.

Eles fazem parte de um grupo de 32 macacos que morreram no Rio nos últimos seis meses em situações diversas, o que provavelmente inclui eletrocuções em fios de alta tensão e atropelamentos em vias públicas.

Amostras de 17 deles foram testadas pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, que encontrou resultados positivos para febre amarela em 5.

Os resultados foram divulgados apenas em março.

A Fiocruz testou 15, e todos deram negativo.

O resultado que saiu hoje foi a conclusão da contraprova referente aos cinco casos suspeitos.

Segue a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde:

“Nota à imprensa

A Secretaria de Estado de Saúde informa que recebeu, nesta segunda-feira (20/3), os resultados dos testes realizados em amostras de cinco macacos mortos, coletadas em outubro de 2016, encontrados em diferentes pontos do município do Rio.

A análise da Fiocruz indica que as amostras apresentaram resultados negativos para febre amarela.

A instituição realizou testes de imunohistoquímica (técnica que busca a presença de antígenos na amostra), uma das técnicas utilizadas para diagnóstico da doença tanto em humanos quanto em animais.

Portanto, cabe acrescentar que não há qualquer evidência da circulação do vírus da febre amarela no município do Rio de Janeiro, onde não há casos de febre amarela confirmados – seja em macacos ou em humanos”.

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