Lixeira subterrânea é arma contra sujeira em Salvador

Cidade ganhou lixeiras de coleta seletiva com contêineres subterrâneos que guardam até 3 toneladas de lixo e deixam a sujeira bem escondida

São Paulo – Não fosse o corpo em aço inoxidável, as novas lixeiras de Salvador pareceriam comuns. Mas elas trazem uma surpresa que vai além do visual moderno: um fundo falso. O lixo descartado segue direto para um contêiner subterrâneo capaz de armazenar até 3 toneladas de resíduos.

Cada lixeira é destinada ao depósito de lixo úmido (não recicláve) e outra, ao lixo seco (reciclável), que seguem para compartimentos diferentes dentro do container.

Outra vantagem é que o lixo fica isolado, o que evita mau-cheiro e a presença de animais.

Um dispositivo informará a empresa de limpeza sobre a necessidade de retirada do resíduo quando o container alcançar 80% da sua capacidade.

Para a retirada do lixo, uma pequena grua automática é colocada no teto da caixa subterrânea, que é suspensa até a superfície e presa ao caminhão de coleta, onde o resíduo é despejado.

O sistema pretende reduzir os custos de coleta, o deslocamento de veículos e gastos com energia.

A primeira lixeira com container de Salvador está instalada na Barra, próximo ao Forte Santa Maria, e passará a funcionar com a inauguração das obras de requalificação do bairro, prevista para o próximo dia 22.

Até 2015, serão 20 contêineres espalhados em diversos pontos, no Mercado Modelo, Subúrbio, Lagoa do Abaeté e Cajazeiras.

Segundo a prefeitura, não haverá custo para o município. “Os contratos com as empresas que realizam a coleta preveem a aquisição dos novos equipamentos”, diz em nota oficial.

A instalação está sob responsabilidade da Limpurb, que dará a destinação correta ao material coletado – os secos irão para as cooperativas de reciclagem.

Em razão da sua simplicidade e alta eficiência, este sistema de coleta é bastante comum na Europa, principalmente na Alemanha e na Espanha.

No Brasil, a cidade de Paulínia, no interior paulista, foi a pioneira no uso de contêineres, em 2011. A ideia foi replicada em Fortaleza e São Paulo.